
"Se é somente para esta vida que temos esperança em Cristo, somos os mais infelizes de todos os homens". I Coríntios 15:19
Parafraseando Caio Fábio:
O que vemos hoje no meio evangélico é a pregação de uma fé que se esvaziou completamente do eterno. Que tirou o peso de glória e o transformou em glória humana. Que tirou o aplauso de anjos e transformou em aplausos de fariseus. Que transforma a oração ao Pai, que ve em secreto, num espetáculo de espiritualidade maquiada e farisaica que não tem nenhum valor a DEUS. Essa religião de homens transformou o tesouro incorruptível na busca dos tesouros corruptíveis. Transformou a fé que transcende o poder da morte e que nos liberta para sempre de qualquer fobia da morte, e nos deu apenas a crença pagã de que, com plavras-chaves, no poder de um "Jesus" que nada mais é do que um amoleto poderoso, nós teremos os meios, os modos e os recursos de alcançarmos, por uma "mandinga" supostamente cristã, as coisas e os caprichos de que nós desejamos obter agora. E ai se cumpre em nós o que diz o salmo: "concedeu-lhes o que queriam, mas fez definhar-lhes a alma".
Com isto, nós nos tornamos os mais infelizes de todos os homens. Mais infelizes do que os hindus, os budistas, os chivas... que vivem na expectativa do transcendente.
Por que a psicanálise e nem a psicologia não surgiram na Índia ou na China?
E nem as ciências da alma?
Por que a cúpula global "filosofada", "psicologizada", produtora de suicídios e medos, é um fenômeno profundamente ocidental?
E por que as ciências que tratam disso emergiram desse caldo de cultura judaico-cristã-ocidental?
A resposta é porque o cristianismo se ateve às coisas desta vida. Tudo para ter poder, para ter devoto, voto, tudo para dizer: "fui feito para ser cabeça e não cauda", tudo sobre questões terrenas e passageiras.
Hoje temos cristãos sem transcendência de vida eterna e que transformou a mensagem do evangelho apenas num instrumento de promoção de caprichos pessoais conforme àquilo que se ve à nossa volta.
Acho que estamos mais na idade das trevas hoje, do que há 600 anos atrás. Pois pelo menos as indulgências eram cobradas para se ter um "cantinho" no céu. Hoje se "paga" para ter tesouros que a traça vai corroer.
Manos queridos, não sejamos do grupo dos mais infelizes. Digo "manos" porque Paulo fala isso para a igreja de Coríntios.
É possível sim estar numa comunidade de discípulos de Cristo e, mesmo assim, permanecer sem acreditar em ressurreição, nem em rendenção, nem em céu...
O fim está próximo. As catástrofes e as ecatombes estão sendo anunciadas até mesmo pela comunidade científica. Ou seremos do grupo que vai se ater somente às coisas desta vida, que vai desmaiar de terror sem esperança, com suas síndromes de pânico, embriagando-se para anestesiar-se, surubando-se para não pensar... Ou seremos do grupo que diante de todas essas calamidades, olha para o céu e se regozija, pois a redenção se aproxima.
Com todo amor, pensem nisto.
um abraço fraterno
fiquem nELE